Eyehategod no RCA Club

12
Nov
2015

De falhados para falhados, e riff após riff, os sempre despretensiosos Eyehategod servem-nos o fracasso de bandeja, sem elogio que o romantize. Aqui não há espaço para melancolia bonitinha dos filmes, nem para a vaidade mascarada de depressão dos artistas com egos inchados. Os blues dos Eyehategod, com décadas de self-medication e más escolhas em cima, faz-se preto no branco, sem m****s.

Não, não dá para ver a coisa de uma perspectiva alternativa e fazer do trabalho dos Eyehategod algo remotamente belo. Mike IX Williams discorre sobre um mundo onde não se joga limpo, onde te vão cuspir na cara e atacar à traição. Bem-vindo a Dopesickville.

Com o quinto álbum de originais – o primeiro em catorze anos – editado no ano passado, os Eyehategod hastearam no RCA Club, em Lisboa, a bandeira do mais castiço sludge de New Orleans, provando serem merecedores do bom nome que cultivaram ao longo destes 27 turbulentos anos.

Na primeira parte esteve a Besta, que nada tem a provar por estes lados, e os algarvios Crossed Fire.

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